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O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

De um Amigo Encantado

Um mimo de encantar vindo de um amigo encantado... o meu amigo José A.

 

 

E das palavras cultivadas num vaso adornado de um imaginário ininterrupto, brotou uma amizade encantada que cresce a cada dia... qual passarinho que poisa em redor de uma taça pintada de sonhos... há um companheiro por perto que abre as asas para o abraçar ...

É uma dança de afecto que se estende numa nuvem...

 

Obrigada pela amizade que conseguimos construir, querido José...

por Leonor Teixeira, a Ametista

Dança, Sonho Meu

 

 

O meu sonho era dançar até sempre. O sonho da dança ritmada dos corpos, dos movimentos suavemente compassados e incessantes. Estender-me num palco de emoções corporais, soltar-me por entre uma agitação lenta dos sentidos. Elevar-me na fantasia das pulsações harmoniosas de uma dança eterna. Levitar.

Mas o destino não quis e ainda hoje choro pela ausência da dança, sonho meu.

Sonhar a dança, existir na dança, viver a dança. Perdi-a, mas continuo a sonhá-la. Não lhe pertenço, mas ela existe em mim. Deixei de vivê-la mas subsiste cá dentro, bem no fundo da minha alma.

E pela perda desta essência de mim, por este sonho que não alcancei... não sei se existo ou se existi, não sei se estou viva ou se morri...

 

 

(Texto criado a partir de um poema elaborado em 3 de Novembro de 2007)

por Leonor Teixeira, a Ametista

O meu Amigo José fez anos ontem

 

O meu desejo de feliz aniversário surge tardiamente, meu querido amigo José, mas estou aqui e agora para te deixar este miminho. Acredita que não te esqueci naquele que foi mais um dia especial para quem considero um grande homem, um grande amigo, um verdadeiro sobrevivente. Tu, José.

Atrasados, mas...

 

 

 

Espero que o teu dia tenha sido preenchido com tudo de bom que mereces. Miminhos, prendinhas boas, abracinhos apertados e muitos, mas muitos sorrisos... Tudo na companhia de quem amas.

Muito obrigada pela tua amizade, que tem sido tão importante para mim... Conhecer-te foi uma pedra preciosa que encontrei no meu caminho...

 

Sê feliz, meu querido Amigo!

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Praia, aí vou eu!

Vou estar ausente por uns dias. Apesar do sol querer esconder-se nestes dias que se aproximam, o destino escolhido foi esta praia que amo e me traz saudade. Preciso respirar o mar, sentir os pés na areia e absorver aquele cheirinho do iodo que me acalenta a alma.

 

 

 

E nada melhor do que ter a companhia da mana nesta deliciosa viagem.

 

Desejo que a Páscoa vos traga muitas amêndoas doces. Os meus amigos mais queridos vão comigo no coração...

 

Até à minha volta.

por Leonor Teixeira, a Ametista

O meu quarto não tem tecto

 

Pinto de azul as paredes do meu quarto sem tecto. Consigo alcançar a lua que espreita envergonhada por entre as estrelas. Fecho os olhos e adormeço num sono ofegante. Há nuvens brancas que descem até ao meu leito e dançam junto do meu corpo inquieto. Sinto uma tranquilidade mágica. Há palavras sagradas que entram sem pressa e unem-se no espaço vazio. Constroem-se versos encantados que esvoaçam em meu redor. Surges do céu devagar e procuras-me suspenso no ar. Chamas por mim em silêncio e distribuis-me sorrisos escondidos. Não consigo ouvir-te, não consigo ver-te, mas sinto-te perto. Consegues encontrar-me, aninhas-me no teu colo e tocas-me num gesto de ternura. Respiras-me ao sabor de uma carícia e elevas-me num sonho teu.

Desvendo o meu segredo com um poema de afecto. É um manifesto guardado num tempo longínquo que se transforma em eco. Afastas-me numa angústia misteriosa e foges nas asas de um anjo. Perco-te no universo e vou em busca de ti. Há uma nuvem que me leva até ao firmamento. Grito o teu nome e lanço-te mensagens de saudade. Mas tu não me ouves. Voas até ao infinito e ficas do outro lado do céu que nos separa.

 

Sonhei contigo esta noite. Acordo de alma rasgada e teimo em ficar na fantasia do aconchego das almas. É um encontro que não se repete. Olho-me e estás ali, do outro lado do espelho, reflectido em mim. Mas tu não me vês.

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Viagem

 

Desperto de uma vida sem sentido e saio. Há esperanças e enganos que se chocam. Tenho de ir. Levo comigo uma vontade incessante de agarrar aquela estrela, senti-la com a força que trago cá dentro.

Perco-me na urgência de partir e embarco numa viagem alucinante dos sentidos. Percorro caminhos a uma velocidade sem limites e respiro o aroma que me leva até ao mais ínfimo dos lugares. Há estradas sem fim. Viajo sem rumo, vou até ao desconhecido e alcanço o que tenho por descobrir. Paro num lugar sereno e saboreio cada momento doce. Seguro nas minhas mãos aquele pedaço de estrela que se aproxima lentamente. Guardo na minha alma o silêncio que chega até mim delicadamente. Sinto uma luz que toca o meu corpo frágil. É tudo tão suave.

Deixo-me ir nessa viagem sem direcção. Sinto-me transportar para um mundo que se depara tão perto de mim. Afasto-me do que não quero e fico mais próxima do que preciso perdidamente. Quero ir e não paro. Vou e não volto. Caminho lado a lado com as cores do arco-íris. Ergo os braços, grito num suspiro eterno e contemplo a essência da vida.

 

Acordo e sinto-me vaguear. Olho os retratos espalhados pela casa. Há um sorriso em cada um deles. Deixo-me ficar.

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Mar Nosso

Foste o meu verão, foste o meu agosto, apesar de nada mais do que palavras. Findou o agosto e perdeu-se a magia de nós. O setembro trouxe consigo a desilusão e o outono chegou com o sonho perdido no tempo. Naquele fim de agosto, no seu último dia, levei nas minhas mãos as tuas palavras e entreguei-as ao mar embrulhadas na areia. Levou-as com ele, mas não regressaram.

E naufraguei na minha perda de ti. Disse adeus ao mar e beijei a areia com a tua ausência. Ficaram pedaços de memórias, de pequenos mas tão grandes momentos.

Mas continuei a sonhar. Voei contigo entre o céu e o mar, sentimos o cheiro do horizonte, descobrimos a sua cor. Inventámos juntos aquela dança de amar e no nosso voo fomos livres, através dos tempos.

Sentei-me num rochedo e permaneci à espera. Esperei que a magia nos sustivesse sobre o mar e tornasse real a nossa liberdade para voar.

Mas não houve tempo para ti e para mim e ficou por descobrir a nossa dança na praia.

Agora, queria apenas que o destino me deixasse ficar junto do mar, trilhar areias, acordar e adormecer ao som das ondas, contemplar o amanhecer, o entardecer, absorver o anoitecer.

Hoje, gostaria que a vida me deixasse fazer do sol meu protector e da lua minha confidente, acordar de alma apaziguada e adormecer serena, aquietada.

Queria que o tempo me deixasse respirar oceanos, mergulhar nas suas águas, envolver-me nessa essência majestosa.

Aí, sim. Nesse lugar, sentiria a plena liberdade...

 

 

(Texto fictício, baseado na minha poesia, para a Fábrica de Histórias)

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

por: Leonor T, a Ametista

img1514942427922(1).jpgo outro lado do sótão

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comentários arrecadados

  • Ametista

    Não adianta muito, porque há quem não respeite. E ...

  • Anónimo

    Tenho o livro " Asas perdidas " de sua autoria e g...

  • Ametista

    O que se consegue fazer hoje em dia...Beijinho

  • Happy

    O desenho é fantástico!

  • Ametista

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