Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

O meu livro e a Chiado Editora

Iupi!!!

O meu livro de histórias vai ser editado :)

Enviei a obra para a Chiado Editora e eles vão publicar. Eu nem acredito. Estou em êxtase!

Desde que iniciou o ano, trabalhei afincadamente no livro. Foi um reunir de histórias escritas entre 2009 e 2013 e dividi-las por temas, colocá-las por ordem cronológica, formatar o ficheiro e corrigir o necessário, escolher título e subtítulo, fotografia para capa e contracapa, escrever introdução, breve biografia e algumas notas... Uff! Foi tudo muito rápido e demasiado trabalhoso. Mas dediquei-me inteiramente a este projecto e, a cada dia, perdia-me nas horas.

Depois da edição do meu pequeno livro de poesia branca - Asas Perdidas - em 2009 tenho a esperança de que, desta vez, vá um pouco mais além. Digo isto porque, e quem me conhece sabe disso, sempre fui uma péssima divulgadora.

Mas, agora, a minha vida mudou e tudo será diferente. Não vou parar.

O contrato está assinado, os ficheiros já estão na editora e agora é esperar que este meu sonho se concretize. Quando o livro sair e tiver a data do lançamento aviso, sim?

Obrigada a quem me deixou, sempre, palavras de apreço e acredita em mim. Obrigada à Chiado Editora.

Estou imensamente feliz!

por Leonor Teixeira, a Ametista

Esperança rubra

(imagem retirada de google imagens)

 

Fecho a porta do meu sótão e olho em meu redor. Por entre o cor de rosa das paredes, do tecto, da janela, das portas e dos móveis, pinceladas escarlate escorrem devagar. Tulipas, rosas e cravos vermelhos abundam o chão. Enfeito os meus cabelos, visto-me de flores e danço nos meus sapatos encarnados.

É o início de uma nova era. Consigo sentir o cheiro a liberdade, é tão grandiosa, tão imensamente bela que a cor cálida que mora agora neste canto depara-se com o rubro do meu coração.

Sinto um alívio arrepiante, há uma serenidade quase transcendental que se aconchega a mim e toca a minha alma que ganha corpo e se envolve em aromas purificantes, outrora desmaiados pela perda.

Tudo começa a fazer sentido depois das lágrimas, ocultas, derramadas em todos os meus silêncios, apertos de peito na ausência da coragem que pensava inatingível. Aquela que hoje chama por mim, canta o meu nome e me abraça a declamar.

Tirei as algemas, quebrei as correntes que me arrastaram durante anos a fio. Há um sorriso no meu rosto que se rasga e ganha asas, abre a janela do meu sótão e sobrevoa os jardins que sempre sonhei.

E continuo nesta dança intensa, que não me vai fazer parar em momentos de incerteza. Porque certa é a urgência do não querer e ao fundo do corredor do meu sótão, que já tem a marca dos meus passos, há um caminho. Tem brilho e é da cor do meu sangue.

 

 

Desejo a todos os que espreitam o meu sótão um Feliz Ano Novo.

por Leonor Teixeira, a Ametista

Basta!

Basta, peço-te. Tenho urgência em libertar-me das memórias que te pertencem.

Sabes que só se vive uma vez em consciência plena e que um dia tudo se torna tardio e ilógico.

Parece-me, por vezes, que esqueço que a era da fantasia acabou e que é tempo de fechar o baú de todas as incertezas. Mas agora, finalmente, estou certa de que tudo não passou de uma ilusão sem limites.

Basta, grito-te agora. Porque já não importa apenas pedir-te. Basta deste tormento que me corroeu a alma. O coração, esse que arrancaste de mim, já não bate por ti (nem por ninguém). Deixei de te amar. Pura e simples(mente).

Podes ter roubado o meu coração, mas não conseguiste levar a minha alma.

Foste a pior história que me aconteceu.

por Leonor Teixeira, a Ametista

Do que gosto

Gosto de ouvir o tic tac do relógio de parede no silêncio dos fins de tarde. Gosto de olhar para os ponteiros e pensar que estou junto à torre Eiffel, de mãos dadas com um anjo.

Gosto da luz fosca do candeeiro de rua que entra suavemente, por entre cortinados de cetim, num quarto de hotel em Paris.

Gosto de ouvir a chuva bater nas pedras da calçada, de vê-la brilhar no asfalto, senti-la a cair-me no rosto. Gosto da neve que não vejo mas imagino, de tê-la nas minhas mãos e patinar numa pista de gelo.

Gosto. Gosto das coisas simples, muito mais do que gosto de ti, tanto que já não sei se te lembro, apenas sei que não te lembro como dantes.

Gosto de não saber se te lembro, mas gosto ainda mais de saber que em parte te esqueci.

Gosto de ver os ponteiros do relógio a andarem, significa que a vida não morreu. Mas gosto de inventar que param num qualquer instante, sempre que o sol ou a lua entram no quarto onde durmo, seja em que lugar do mundo for.

Gosto de saber que te lembro pouco, muito pouco e pergunto-me se ainda sei do teu sorriso, porque do teu olhar apenas sei a cor.

Gosto do som do suspiro, aquele que vem do alívio de saber que já não estás no despertar que descubro e no adormecer que fantasio.

por Leonor Teixeira, a Ametista

No Estendal da Maria

De volta ao trabalho há três dias. Palavras para quê? Haja saúde.

 

 

Fui buscar esta imagem ao Estendal da Maria, blog criado em 2009 por Maria das Quimeras - agora Diana V. - que convidou, para estenderem roupa na corda, a Marta - apelidada de Sonhandoaosquarenta e agora irreverênciasnofeminino -, a Ametista - eu mesma e agora Leonor - e o nosso querido Cúmplice do tempo, sempre fiel ao seu pseudónimo.

Para esta parceria existir, houve regras a cumprir que foram as seguintes:

 

. Obrigatório infringirmos todas as regras

. Divertirmo-nos sempre

. 'Lavarmos a roupa suja' quando preciso

. Partirmos a loiça se necessário

 

Não resisti a deixar aqui o link de um dos textos publicados nesse ano e escrito por mim, ex-Ametista. Porque há uma necessidade urgente de nos rirmos atrevi-me a fazer este post, mesmo não tendo a certeza se irá rasgar sorrisos e porque penso que não podemos viver apenas com a terrível sensação de estarmos a afundar-nos no país lamacento em que subsistimos.

Ora aí está o texto:

 

http://noestendaldamaria.blogs.sapo.pt/6832.html

 

Já me ri até às lágrimas com todos os posts da malta lá do estendal, com a alegria que cada um deles comportava ou ainda comporta para além dos comentários, dignos de serem lidos.

Tudo isto para dizer que devemos rir, rir muito, brincar e esquecer, por todo e qualquer momento, a crise deplorável que invadiu as nossas vidas. Temos de fazer com que as alegrias possam ser possíveis.

Pessoal do estendal, bora pôr molas na roupa?

 

Beijinhos a todos com uma enorme saudade da camaradagem existente na altura e das nossas gargalhadas infindáveis.

por Leonor Teixeira, a Ametista

Baloiço, tu que balanças ao vento sem mim...

 

 

... já não sei amar.

 

Perdi essa enorme capacidade, deslizou por entre os meus dedos sedentos de amor, ano após ano.

Sinto uma rocha no lugar do coração e nem sequer me importo. Eu, que amei toda a vida, que viver sem palpitações não era viver mas morrer devagar ou, simplesmente, existir. Eu, que sofria até à angústia mais profunda, num silêncio tão maior, por um amor não correspondido. Estava viva.

Já não me entristecem os desencontros, já não choro. Já nem sei o sabor de uma lágrima que cai pelo rosto até ao queixo trémulo, deixando para trás os lábios mudos.

Pego num cálice de vinho tinto, que não gosto, e brindo ao vazio do baloiço de jardim onde, vezes sem fim, oscilei. Brindo às histórias que lhe inventei e que secretamente lhe contei em serenos balanços, intermináveis.

Já nada nos une, a mim e ao baloiço. Nem as palavras, pois já nem sei ler, já não sei escrever.

Já não sei amar nem sinto nada.

Deixei de ser eu. Quem ficou no meu lugar, que não conheço, sem pulsar, sem escrever, sem baloiçar?

 

Baloiço, tu que balanças ao vento sem mim, esperas que volte para me contares os segredos que guardaste e eu esqueci?

 

 

 

imagem retirada de: google imagens

por Leonor Teixeira, a Ametista

Delírios de início de ano?

 

Dou por mim de braços cruzados no sofá, frente à televisão, os dedos sufocam-me a pele dos pulsos. Faço uma força com o corpo que não percebo, o meu olhar pára e o pensamento viaja até um lugar que nem eu própria sei qual é.

Tive uma noite agitada, sonhei com pessoas que fazem parte de um passado longínquo, no entanto as acções têm a ver com factos recentes e eu sinto-me confusa. Não sei o significado de tamanha miscelânea.

Pergunto-me a razão desta tristeza que se apoderou de mim mas não obtenho resposta. Será resultado de ter estado num bloco operatório e ter a percepção de um adormecer eterno e, ao acordar, sentir a alma fora do corpo antes da consciência estar em pleno?

Enfim, desabafos de quem precisa urgentemente de viver, com risos partilhados e sorrisos genuínos, abraços sentidos e gargalhadas sãs, correrias campestres e danças sem fim.

Delírios de início de ano?

Whatever.

Desejo que o ano de 2013 traga saúde e amizade a todos.

 

Um abraço e sejam felizes.

 

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Sem saúde é que não #2

 

Consegui ultrapassar uma fase que tanto temia.

Desesperei, chorei, imaginei o pior, entrei em pânico mas consegui. Uma etapa difícil, mas superada.

Resta-me recuperar totalmente.

Nunca desejei tanto, como agora, que o tempo passasse depressa.

 

Obrigada a quem me apoiou incondicionalmente e a quem me deixou palavras encorajadoras.

 

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Sem saúde é que não

 

Um acontecimento curioso.

Não fumo há dezoito dias e sinto uma calmaria estranha. Se bem que nas últimas semanas a minha saúde anda um tanto ou quanto debilitada e eu preciso mesmo de respirar, para contrariar o diabo que anda atrás de mim.

Em contrapartida, estou apavorada com o facto de ir fazer uma biopsia daqui a uns dias e programar a cirurgia para o mais breve possível. No entanto, aparento uma serenidade invulgar, acompanhada de uma tristeza singular que começa a ser notória e eu não queria.

Que fazer? Acreditar que vai correr tudo bem, apesar do pessimismo e o medo estarem a tomar conta de mim.

E adianta alguma coisa este pavor? Não.

 

Queria adormecer hoje e acordar em dois mil e treze com o problema resolvido.

 

 

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

O meu sótão é cor de rosa...

 

... como são todos os meus sonhos.

Arrumei a ametista no fundo do baú guardado num canto da antiga sala de costura. Encerrei um capítulo de memórias vãs na urgência de esquecer.

Fui em busca do meu nome e encontrei-o nas asas que perdi. Estavam presas aos ramos da árvore que conforta o meu velho sótão, outrora cinzento.

Pincelei as paredes de cor de rosa, o tecto, a janela, as portas, os móveis antigos. Inventei o céu da mesma cor em seu redor e voltei a voar.

 

O meu sótão é cor de rosa. Como são as minhas quimeras.

 

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

por: Leonor T, a Ametista

img1514942427922(1).jpgo outro lado do sótão

queres entrar?

os meus livros queres comprar?

ametistaleonor

ametistaleonor

não copie ou altere; respeite os direitos de autor

índice.jpg

comentários arrecadados

  • Ametista

    Oh Flor, obrigada. Deixas-me sempre palavras tão b...

  • DyDa/Flordeliz

    Já estive aqui .Li, e...Parti. Faltaram-me palavra...

  • Ametista

    Obrigada, Green Beijinhos

  • green.eyes

    As saudades que eu tinha dos teus textos …Beijinho...

  • Ametista

    Obrigada, Gaffe, pela visita. E sim, um sótão acon...

esconderijos do sótão

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D

IMG_20151228_150612.JPG