Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

Viagem de memórias

wallpaper-895254(1).jpg

 (imagem retirada de: google imagens ) 

 

Encontrei-te na outra noite, trazias contigo aquele sorriso de criança e o olhar cândido que me fez prender a ti um dia. Não mudaste, continuas com esse teu ar de miúdo traquina, não consegui resistir a dizer-te que não envelheceste nem um pouco.

Ao olhar através do verde escuro dos teus olhos, vieram-me à lembrança recordações de nós, viajei nas melhores memórias que vivemos, embalei no tempo dos abraços e das mãos que se deram na mais bela história de um amor que não se repete.

Fomos felizes no tempo que foi nosso, arrecadámos para sempre as nossas horas que fizeram parar todos os relógios e nos deixaram ser nós mesmos. Deixámos guardadas na palma da mão as gotas da água cristalina dos rios derramados a nossos pés e elas não escorreram por entre os dedos, lembras-te? Ainda sinto na pele o aroma das marés que descobrimos, as correrias contra a demora nas areias, os passeios da sede de viver que saciámos no nosso deserto que, de ermo, se fez jardim.

Na outra noite revivi e renasci, atravessei o nosso mundo uma vez mais, encontrei-me ao encontrar-te a ti, abracei a árvore que plantámos e onde ficaram escritos os nossos nomes. Nem os anos, nem o sol e a chuva os abalou, ainda sinto os beijos que nós demos e, no momento em que te lembro, consigo vê-los baloiçar sob os ramos.

Quis repetir o que ficou para trás, abri o baú das nossas vidas e dancei contigo na urgência de te ter e foi tanto o quanto te quis que escutei, por entre lágrimas e sorrisos de saudade, os solos de guitarra que só tu sabes tocar. Fui buscar os segredos que ficaram presos à raiz da nossa história, percorri as viagens que fizemos de aventura às costas, passei nas estações de comboio onde parámos de corpos a cheirar a liberdade, sustive-me nos lugares onde ficámos perdidos na nossa essência de amar.

E ondulei na pele do teu rosto, senti os teus lábios nos meus cabelos, a nossa respiração tocou-se por entre a luz e a sombra das noites e fomos nós. E voltei a amar-te como nunca mais amei ninguém.

E eu quis que o tempo fosse todo nosso, quis tanto que parasse ao murmúrio da nossa voz e ao eco do silêncio dos sorrisos que são só meus e teus e quis, avidamente, que o mundo se calasse ao nosso abraço.

 

 Ao J. com carinho

por Leonor Teixeira, a Ametista

Fazes-me falta

 

 

 

Amo-te acima de todas as coisas, mas sinto-me amarrada a um abandono extremo que me rompe as entranhas. A minha alma está despedaçada, quebrou-se ao perder-te à chegada, tu que surgiste no meu caminho sem o destino avisar, tu que me fizeste acreditar que vale a pena esperar pela entrega no seu todo e vivê-la soberbamente porque, disseste-me tu, temos todo o tempo do mundo. Lembras-te? Tu, sim tu, que estás aí do outro lado da ponte que nos separa, tu que me ensinaste a crer que existe uma estrada colorida que nos espera, tu que te repetes no adjectivo linda e te declaras por entre as letras daquele verbo que conjugas na perfeição, me toca na sua profundez e me acelera o coração. Aquela palavra, adoro-te, que é a mais bela de todas as palavras e que eleva todos os sentidos.

E agora estou aqui, perdida na minha embriaguez de viver-te por completo, de tocar a tua pele, de ter-te a meu lado e ficar assim, suspensa num mundo que não é o meu e aqui permaneço, viva para ti, no lugar que é teu mas sem rumo à vista, eu que tanto te choro. E questiono-me, pergunto aos mestres da sorte e do infortúnio, donos dos mistérios da vida a razão deste lamento que me corta o ar e, ao mesmo tempo, me obriga a respirar a todo o custo porque és tu quem quero, és tu que me preenches ou, já nem sei, se não serás a razão deste vazio que tomou posse de mim, da angústia que bateu à minha porta e entrou de rompante sem pedir licença.

O cinzeiro transborda de pontas dos cigarros que já fumei, as garrafas de vinho estão vazias, quem dera que fosse por um brinde entre nós mas que não aconteceu. Afogo-me na tentativa de afastar de mim este engano mas não consigo esquecer que existes, não consigo esquecer o teu nome. E dói-me, dói-me sentir-te por perto e não poder abraçar-te, é uma dor quase insuportável, é como morrer devagar com o remédio mesmo a meu lado e não conseguir alcançá-lo mas não há mais nada que possa minorar este mal, não há nada a fazer. Nada.

Arrancaram as asas da minha libertação, sinto-me prisioneira de um amor morto à nascença, vagueio sem rumo e consigo avistar um túnel mas não tem luz, é escuro como breu, não alcanço mais nada para além de uma lacuna e não há saída. É como estar perdida num labirinto, despida de amor próprio, completamente nua e conseguir ouvir a tua voz ecoar sobre o meu corpo frágil e a rasgar-me ainda mais a alma ferida.

Fazes-me falta. E eu quero gritar e não posso, preciso de gritar e não consigo.

 

 

 

 

imagem retirada de: http://photobucket.com/

por Leonor Teixeira, a Ametista

Danças comigo?

 

 

 

Há em mim uma sede insaciável de dançar a música mais doce e enlaçar o meu corpo no teu num silêncio que suspira. Na rua, ao sol, ao vento, à chuva mas dançar contigo e escrever a palavra amar em todos os lugares, marcar no chão que piso a nossa sombra.

Quero deixar espalhadas por aí as lágrimas de um coração que transborda de paixão, aquela que rasga o peito como um punhal e faz libertar os sentidos mais profundos.

Quero gravar no meu sangue o teu nome como uma tatuagem eterna. Perder-me na tua essência e respirar o teu ar como num último sopro de vida.

Danças comigo, amor da minha vida presente?

 

 

 

imagem retirada de: http://photobucket.com/

por Leonor Teixeira, a Ametista

Vazio de Nós...?

 

13 de Julho de 2010. 18,55h.

 

Perco-te nas horas, há um vazio que me deixas. Partes num silêncio absoluto, deixas-me na ausência que me trazes para ficar.

O tempo ensina-me a cada hora dos meus dias que não há nada para nós para além do vazio que me confias.

Fiquemos, então, assim. Não há espaço para nós dois no mesmo mundo. Só a distância nos é permitida, tão perto que estamos um do outro, tão longe que nos encontramos, afinal.

Invento-te neste mistério que nos impõe um muro intransponível que sinto, oh se sinto, jamais será derrubado.

Quero decifrar este enleio de dúvidas que me cegam.

O tempo não nos pertence, não a nós. Fica o que restou, utopia incontornável, viagem sem regresso que se dá, turbilhão de emoções em mim contidas.

Eu sou o sol e a lua que se beijam, o céu e o mar que se tocam num fim de tarde pintado de mil cores. Tu és, não sei, o cinzento dos dias que me cercam, a chuva a cair numa noite fria.

A minha alma está vazia. Mas continuo a amar-te. Sim, amo-te perdidamente, não tenho medo de o confessar. Consegues ouvir-me?

 

 

4 de Agosto de 2010. 01,45h.

 

Hoje, ouvi a tua voz. Tive vontade de ir ao teu encontro, abraçar-te, pedir-te para ficar.

Queres voar comigo? Voar para lá do vento, entre o sonho e o que ficou por inventar? Queres descobrir comigo as cores do arco íris e pintar as nossas vidas de aguarela?

Ficaria tudo tão suave, as nossas almas sentiriam a liberdade que nos foi proibida.

E aí, no mundo por nós construído, tão belo quanto a natureza que nos envolve, poderíamos atingir a plenitude de uma felicidade impossível de alcançar.

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Às vezes

 

Às vezes, sinto medo.

Medo de não ter tempo. Tempo para viver a minha história, aquela que inventei para mim.

Não tenho medo da solidão, porque nunca estarei completamente só. Há anjos que me envolvem a alma, há uma imensidão de palavras que me rodeiam e vou voando por entre o meu imaginário.

Mas, mesmo assim, por vezes sinto medo. Medo de não conseguir voltar a encontrar-te. Medo de não poder dizer o que está guardado num baú cheio de ti, onde habita a tua imagem, onde mora o que não chegaste a ser.

Mas, às vezes, sinto esperança. Esperança de voltar a ver-te, sentir-te perto, de olhar-te nos olhos, poder tocar o teu rosto, de abraçar-te.

Outras vezes, tudo se desvanece. O medo e a esperança. Deixo de ter medo, mas foge-me a esperança. E embrulho-me num misto de verdade e mentira, numa contradição de ter medo e não ter, de ganhar esperança e perdê-la.

Tantas outras vezes me pergunto o que fomos noutra vida, o que nos separou e o que nos fez reencontrar. E não há respostas, mas existem os sentidos. Sentidos que me fazem acreditar às vezes e, outras vezes, desacreditar.

Por vezes, anseio ir ao teu encontro. Umas vezes, o vento empurra-me para trás e não me deixa prosseguir. Outras vou em direcção a ti mas, quando chego ao teu lugar, acabaste de partir.

Às vezes choro, outras tantas rio. Às vezes falo e outras fico calada. E tantas vezes escrevo para ti, tantas vezes grito por entre palavras vãs. Tantas outras me deixo ficar na dança do meu silêncio.

Tantas vezes, quase todas, perco o tempo a pensar em ti e tantas outras me perco no tempo por um pensamento de ti.

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

O meu quarto não tem tecto

 

Pinto de azul as paredes do meu quarto sem tecto. Consigo alcançar a lua que espreita envergonhada por entre as estrelas. Fecho os olhos e adormeço num sono ofegante. Há nuvens brancas que descem até ao meu leito e dançam junto do meu corpo inquieto. Sinto uma tranquilidade mágica. Há palavras sagradas que entram sem pressa e unem-se no espaço vazio. Constroem-se versos encantados que esvoaçam em meu redor. Surges do céu devagar e procuras-me suspenso no ar. Chamas por mim em silêncio e distribuis-me sorrisos escondidos. Não consigo ouvir-te, não consigo ver-te, mas sinto-te perto. Consegues encontrar-me, aninhas-me no teu colo e tocas-me num gesto de ternura. Respiras-me ao sabor de uma carícia e elevas-me num sonho teu.

Desvendo o meu segredo com um poema de afecto. É um manifesto guardado num tempo longínquo que se transforma em eco. Afastas-me numa angústia misteriosa e foges nas asas de um anjo. Perco-te no universo e vou em busca de ti. Há uma nuvem que me leva até ao firmamento. Grito o teu nome e lanço-te mensagens de saudade. Mas tu não me ouves. Voas até ao infinito e ficas do outro lado do céu que nos separa.

 

Sonhei contigo esta noite. Acordo de alma rasgada e teimo em ficar na fantasia do aconchego das almas. É um encontro que não se repete. Olho-me e estás ali, do outro lado do espelho, reflectido em mim. Mas tu não me vês.

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Mar Nosso

Foste o meu verão, foste o meu agosto, apesar de nada mais do que palavras. Findou o agosto e perdeu-se a magia de nós. O setembro trouxe consigo a desilusão e o outono chegou com o sonho perdido no tempo. Naquele fim de agosto, no seu último dia, levei nas minhas mãos as tuas palavras e entreguei-as ao mar embrulhadas na areia. Levou-as com ele, mas não regressaram.

E naufraguei na minha perda de ti. Disse adeus ao mar e beijei a areia com a tua ausência. Ficaram pedaços de memórias, de pequenos mas tão grandes momentos.

Mas continuei a sonhar. Voei contigo entre o céu e o mar, sentimos o cheiro do horizonte, descobrimos a sua cor. Inventámos juntos aquela dança de amar e no nosso voo fomos livres, através dos tempos.

Sentei-me num rochedo e permaneci à espera. Esperei que a magia nos sustivesse sobre o mar e tornasse real a nossa liberdade para voar.

Mas não houve tempo para ti e para mim e ficou por descobrir a nossa dança na praia.

Agora, queria apenas que o destino me deixasse ficar junto do mar, trilhar areias, acordar e adormecer ao som das ondas, contemplar o amanhecer, o entardecer, absorver o anoitecer.

Hoje, gostaria que a vida me deixasse fazer do sol meu protector e da lua minha confidente, acordar de alma apaziguada e adormecer serena, aquietada.

Queria que o tempo me deixasse respirar oceanos, mergulhar nas suas águas, envolver-me nessa essência majestosa.

Aí, sim. Nesse lugar, sentiria a plena liberdade...

 

 

(Texto fictício, baseado na minha poesia, para a Fábrica de Histórias)

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Um novo Encontro

 

Ontem voltei a vê-lo.

Acenou sem sorrisos. Olhei para trás e não vi ninguém.

Lá fora, o sol aquecia o parque de estacionamento.

Vi-o conversar com pessoas encontradas ao acaso. Observei-o através da vidraça sem ninguém perceber. Tive vontade de correr a abraçá-lo, olhá-lo de perto, sentir o seu cheiro, sorrir com ele.

Peguei num cigarro e fui até à porta de entrada num passo apressado. Quando cheguei, estava apenas o lugar que deixou ficar. Foi tudo tão breve.

O vento soprou, uma nuvem vinda do horizonte aproximou-se e o sol ficou pálido.

Fumei o cigarro num gesto voraz e voltei para dentro.

 

Trago um grito contido bem dentro de mim.

Volto atrás no tempo e cruzam-se as imagens de nós. Ecoam as palavras ditas e as que ficaram por dizer, revejo o que fomos e o que não chegámos a ser. Torno a imaginar o que poderíamos ter sido.

Aperta a saudade mas o telefone não toca. Permaneço à espera, envolta neste silêncio que persiste em ficar.

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Encontro

 

Encontrei-o ontem.

Tive vontade de abraçá-lo, mas os nossos olhares cruzaram-se e escaparam um do outro. Enquanto estava ali, tão perto de mim, contemplei-o num disfarce veloz na esperança de alcançar um sinal. Por breves instantes acreditei que aquele seria o momento. Mas a frieza aparente repetiu-se e o silêncio triunfou.

De uma luta incessante num passado recente, restou a ausência de alguém que manifestou por palavras o que deixou de demonstrar em gestos.

Ainda hoje lembro com saudade aquele fim de tarde de verão. Consigo escutar a sua voz como se fosse agora: 'Estar aqui é um sonho tornado realidade'.

Recordo o seu olhar raso de água, a lágrima que ficou por cair e me fez chorar. Vem-me à memória a história que inventámos para nós, o que deixámos por viver, a fantasia que criámos e que ficou por cumprir.

Na tentativa de esquecê-lo, sinto a magia do nosso segredo e a falta que me faz.

Encontrei-o ontem. Suspendeu-se a vida e o meu mundo ruiu.

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Tudo e Nada

 

Por ti sinto tudo e o que não sei, contigo sinto tudo e sinto nada, sem ti não sinto nada e nada sei, o tudo e o nada são tudo o que não sei e o que te sinto...

Sinto-te através da lua, confidente que me escuta e compreende, que me ajuda a libertar dos meus fantasmas...

Sinto-te através do ribeiro que corre a meus pés, me dá água para matar a sede, aquela que tenho de ti...

Sinto-te através do chão que piso e me faz levitar, aquele que me deixa o teu cheiro para te respirar...

Sinto-te através daquilo que não sei, daquilo que te reconheço e não conheço, daquilo que te quero e te confesso...

Sinto-te e perco as palavras, fico muda. Olho-te e deixo de ver, fico sem luz. Suspiro-te e perco os meus sentidos...

Respiro-te, vivo-te, é o tudo e o nada, é o até sempre sentir-te...

Busco-te no teu lugar, trago-te até aqui, vivo-te por aí...

Guardo-te em cada espaço que te sinto, num sítio qualquer...

Sonho-te e caminho contigo de mãos dadas num compasso acertado...

Sento-me contigo na areia, navego contigo no barco que te inventei, no cenário de um mar que te criei...

Sinto-te e eternizo-me em ti, em tudo e em nada. E neste tudo e nada que não sei e que te sinto, perco-me em ti e perco-te a ti...

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

por: Leonor T, a Ametista

img1514942427922(1).jpgo outro lado do sótão

queres entrar?

os meus livros queres comprar?

ametistaleonor

ametistaleonor

não copie ou altere; respeite os direitos de autor

índice.jpg

comentários arrecadados

  • Ametista

    Oh Flor, obrigada. Deixas-me sempre palavras tão b...

  • DyDa/Flordeliz

    Já estive aqui .Li, e...Parti. Faltaram-me palavra...

  • Ametista

    Obrigada, Green Beijinhos

  • green.eyes

    As saudades que eu tinha dos teus textos …Beijinho...

  • Ametista

    Obrigada, Gaffe, pela visita. E sim, um sótão acon...

esconderijos do sótão

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D

IMG_20151228_150612.JPG