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O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

Dia Mundial da Poesia

 

'Viagem sem Regresso'

 

Parto na viagem de me esquecer
Liberto-me da minha realidade
Levo comigo o que restou do meu passado
Mergulho rumo à solidão que me pertence
Fujo em busca das asas que perdi
Disperso-me no desvario de não regressar
Ao longo desta caminhada corro veloz
Elevo-me em devaneios sublimes
Embalo no universo de voar...

 

in 'Asas Perdidas'

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por Leonor Teixeira, a Ametista

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

'Eu quero morar dentro de um livro'

 

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(imagem retirada de: google imagens)

 

Eu quero morar dentro de um livro.

Acordar as princesas e os príncipes, que jazem nas letras das histórias, e fazê-los dançar sobre as folhas em branco que sobraram. Erguer os castelos que ficaram dos contos que tiveram um final feliz.

Quero pintar cada página com as mil cores das pradarias, o mistério das florestas, o ardor do sol em fins de tarde de verão, a nudez da lua cheia envolta nas estrelas e o cristalino das águas que beijam as areias num gemido.

Eu quero morar dentro de um livro.

E quero que tu, meu amor, sejas as páginas que me acolhem ao deitar e me confortam o sono com as palavras que me deixas num rascunho: Estou aqui até ao despertar dos silêncios.

 

in 'O Despertar dos Silêncios'

 

Um bem haja a quem escreve com alma e a quem lê com amor.

por Leonor Teixeira, a Ametista

do meu livro 'O Despertar dos Silêncios'

 

'Esta não é uma história de amor'

 

Estou aqui, sentada frente a um écran que outrora não fazia parte da minha vida e onde agora ficam expressas as minhas divagações, para quem as quiser ler.

Lembro-me que escrevia em folhas de papel timbrado ou nas sebentas da escola, umas vezes com lápis outras com esferográfica. Podia ser azul, preta ou encarnada, o importante era que escrevesse e assim nasciam as letras. E eu escrevia, escrevia sem parar, o meu pensamento flutuava em cada lugar que estivesse, tudo eram palavras que irrompiam e iam ficando desenhadas em rascunhos.

Ainda hoje guardo todas as folhas em que deixei escritos devaneios e desabafos, estão hoje amarelecidas como as antiguidades que se guardam num sótão qualquer, empalidecidas como o tempo vai deixando as nossas vidas.

Acendo um cigarro, eu não queria fumar aqui, mas o frio está cortante na minha varanda com vista sobre a cidade e dentro de casa há um aconchego que me prende, mesmo que amarelecidas fiquem as paredes deste recanto onde a música não pára de tocar e o relógio suspenso se repete no seu compasso apressado.

Recordo o tempo em que escrevia até amanhecer, adormecia quando a vida começava lá fora e a agitação das ruas era a minha tranquilidade. Refugiava-me no conforto dos lençóis e ia acordando, ora com a chuva a cair nas pedras da calçada ora com raios de um sol caloroso, enquanto as palavras surgiam subitamente no meu pensamento e me levantava para deixá-las escritas, não fosse eu esquecê-las durante o sono, sentir a minha imaginação em branco ao acordar.

Vivia entre palavras e pinceladas. Palavras que se soltavam ao palpitar da alma e pinceladas que deixava em cada tela, com cores, muitas cores, aquelas com que quis tingir a minha vida. E assim soltava os meus fantasmas, amava por entre as lágrimas que escorriam sobre as letras que fazia despertar, amava a cada palavra que se erguia dos trechos que ia construindo. Amava a cada misto de cores que colocava na tela e a cada nascer de cenários abstractos e paisagens, aquelas que inventava. 'Assim posso chorar porque ninguém vê, ninguém sabe quem sou', pensava eu.

Tudo eram histórias de amor, essa palavra repetida que deixava rastejar pelo papel, sempre marcada no topo de cada folha em branco, chorada em cada virar de página, gravada em cada tela pincelada.

Mas o vento foi mudando de rumo a cada instante dos meus dias e, hoje e agora, eu já não quero escrever histórias de amor.

Quero continuar a escrever, a escrever sem parar todas as horas da minha existência, mas histórias onde o amor é palavra proibida e a dor não pode entrar.

Quero continuar a sonhar, mas com um sorriso, por entre as gotas de tinta de uma caneta quase extinta, como que num fogo apagado pela coragem de quem arrisca o destino por cada sopro de vida, cada coração que não pode parar de bater, mas sem descrever uma única história de amor.

Quero perder-me no reino da essência das coisas, sentar-me no seio da beleza que cai em redor das cidades e parar no tempo. Deitar-me na areia de uma praia qualquer e implorar à linha do horizonte que o céu e o mar se beijem a cada pôr de sol.

Quero adormecer submersa e, através das águas cálidas de um oceano sereno, ver o céu tornar-se azul a cada alvorada. Quero alcançar as estrelas como nas histórias que escrevi, transformar-me em pássaro, ter asas púrpura de veludo, rosto de lobo, alma cigana, coração de aço e subir à nuvem mais branca e doce.

Quero permanecer assim, como sempre fui. Rebelde, sempre rebelde, com sede de liberdade, com urgência de soltar o grito escondido que trago bem preso no ventre, mas sem chamar pelo amor nas minhas preces.

Quero continuar com esta vontade de lutar e vencer ou sair vencida, mas lutar sempre e até sempre. Ser eu, sem medo de demonstrar quem fui, quem sou, o que sei e o que não sei, quem gostaria de ser. Simplesmente genuína, a transbordar de um desejo desmedido de dançar sobre as páginas do livro de histórias que escrevi, tocar o céu e beijar a lua, esconder-me no seu colo.

Tudo em mim é imensurável. O meu amor às letras, a minha rebeldia para deixar falar mais alto a minha alma, a minha força para gritar no silêncio das palavras até me doerem os dedos.

É imensamente grande a minha vontade de abraçar todos os livros de poesia, aqueles que dormem na biblioteca do jardim da avenida onde, há muito tempo atrás, arrumei nas prateleiras para descansarem do desfolhar sôfrego em dias de correria. A minha sede de devorá-los com as mãos e com os olhos é tão maior, é uma ânsia que me arrepia a pele do tanto que quero ler e conhecer, do tanto que quero saber sobre os poetas que esquecem o mundo por amor às palavras e deixam no papel, cantadas em verso, as mais belas histórias nunca antes lidas.

E é imensurável, oh se é, a minha capacidade para sonhar acordada e acreditar, para depois desacreditar. É assim que sou. Mas já não quero histórias de amor.

Volto à varanda com vista sobre a cidade, quebrou-se o frio das madrugadas, observo as luzes que se acendem no ocaso e admiro a beleza que brota do esplendor que emanam depois do crepúsculo. Avisto silhuetas ao longe que passeiam, carros que circulam devagar num silêncio apagado pelo canto de uma cigarra que surge como numa noite quente.

Eu quero escrever cada momento, quero escrever sem parar. Conseguir descrever na perfeição o suspiro de um coração liberto e o brilho de um olhar que agradece o privilégio do despertar a cada manhã. Quero descrever em pormenor o momento em que o sol entra na minha vida para me abraçar, qual alma vazia que se preenche ao esquecer a palavra amar.

Fui deixando escritos, ao longo dos tempos, sentimentos de alma, esboços de uma vida, aqueles que se choram e deixam saudade.

Histórias, memórias, momentos, sonhos que foram ficando guardados, envoltos num laço de cordel, nas gavetas do meu sótão cor de rosa, espero que para sempre.

Mas já não quero escrever mais histórias de (des)amor.

 

Cúmplices. Eu e as palavras.

 

in "O Despertar dos Silêncios"

por Leonor Teixeira, a Ametista

Encomendas do meu livro 'O Despertar dos Silêncios'

1 O despertar dos silêncios - Histórias soltas_F

 

Se estiver interessado(a) num exemplar, basta deixar um comentário ou enviar um e-mail para: teixeira.leonor@sapo.pt

Também remeto livros via CTT.

Preço: 12 €   (204 páginas)  -  valor estipulado pela Chiado Editora:

 

http://www.chiadoeditora.com/livraria/o-despertar-dos-silencios.

por Leonor Teixeira, a Ametista

O meu livro e a Chiado Editora

Iupi!!!

O meu livro de histórias vai ser editado :)

Enviei a obra para a Chiado Editora e eles vão publicar. Eu nem acredito. Estou em êxtase!

Desde que iniciou o ano, trabalhei afincadamente no livro. Foi um reunir de histórias escritas entre 2009 e 2013 e dividi-las por temas, colocá-las por ordem cronológica, formatar o ficheiro e corrigir o necessário, escolher título e subtítulo, fotografia para capa e contracapa, escrever introdução, breve biografia e algumas notas... Uff! Foi tudo muito rápido e demasiado trabalhoso. Mas dediquei-me inteiramente a este projecto e, a cada dia, perdia-me nas horas.

Depois da edição do meu pequeno livro de poesia branca - Asas Perdidas - em 2009 tenho a esperança de que, desta vez, vá um pouco mais além. Digo isto porque, e quem me conhece sabe disso, sempre fui uma péssima divulgadora.

Mas, agora, a minha vida mudou e tudo será diferente. Não vou parar.

O contrato está assinado, os ficheiros já estão na editora e agora é esperar que este meu sonho se concretize. Quando o livro sair e tiver a data do lançamento aviso, sim?

Obrigada a quem me deixou, sempre, palavras de apreço e acredita em mim. Obrigada à Chiado Editora.

Estou imensamente feliz!

por Leonor Teixeira, a Ametista

Eu quero morar dentro de um livro

 

Eu quero morar dentro de um livro. Acordar as princesas e os príncipes, que jazem nas letras das histórias, e fazê-los dançar sobre as folhas em branco que sobraram. Erguer os castelos que ficaram dos contos que tiveram um final feliz. Quero pintar cada página com as mil cores das pradarias, o mistério das florestas, o ardor do sol em fins de tarde de verão, a nudez da lua cheia envolta nas estrelas e o cristalino das águas que beijam as areias num gemido.

Eu quero morar dentro de um livro. E quero que tu, meu amor, sejas as páginas que me acolhem ao deitar e me confortam o sono com as palavras que me deixas num rascunho: Estou aqui até ao despertar dos silêncios.

 

 

imagem retirada de: google imagens

por Leonor Teixeira, a Ametista

Uma página em branco

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(imagem retirada de: google imagens)
 

As notas de música estavam lá, escritas em pautas brancas, mas não se viam. Tudo lhe parecia oco e, ao mesmo tempo, tão cheio de cenários escurecidos pelo fim dos tempos.

As paredes eram de vidro e as prateleiras de cristal onde centenas de livros dormiam, ordenados no pó do esquecimento. A um canto do salão, um piano negro de cauda onde mãos sem dono tocavam para uma plateia de lugares vazios. Sobre as teclas, véus sem corpo faziam soar a música num murmúrio distante como que numa marcha fúnebre e, de pé, vultos sem contornos aplaudiam.

Os rostos não tinham expressão, eram insípidos, os olhos não viam e as bocas não falavam. Apenas gestos indecifráveis, dedos que tocavam os intervalos e passos que quebravam o silêncio, desfolhando páginas e páginas empalidecidas de livros adormecidos, tantos, sem letras nem palavras.

Os vultos iam saindo da sala sem tecto num alinhamento compassado e riam e sorriam em tom débil, de máscara posta, como que num baile carnavalesco.

Os acordes compostos ecoavam tilintantes e, ao fundo do salão, vislumbrava-se uma silhueta, apenas uma, envolta em folhas de papel em branco que iam caindo em marcha pelo chão, soltas pelas asas de um condor que esvoaçava na imensidão de um céu que não havia.

A silhueta procurou por todos os lados algo com que pudesse escrever mas não encontrou, queria deixar na memória dos que restassem tudo a que acabava de assistir. E quis tanto preencher as páginas vazias e construir uma história ou talvez um livro que, subitamente, ao tocar numa das folhas com avidez, sentiu um ardor que lhe rompia os dedos e viu que era tinta permanente.

E assim formou letras, desenhou palavras e não parou de escrever até se lhe ferirem as mãos. E continuou a esculpir cada imagem, cada gesto, cada detalhe, cada momento vivido naquela passagem desconhecida, mas tão soberbamente amena.

O tempo passou e ela ficou sentada no mesmo lugar, junto ao mesmo piano e à plateia de cadeiras vazias, perto dos livros esquecidos e envolvida em páginas sem enredo, onde palavras vãs se misturavam com imagens por decifrar.

E estava só, os vultos não se viam, os véus não existiam, não havia rostos nem mãos. Mas as pautas de música permaneciam sobre as teclas do piano, continuavam sem notas escritas, e os acordes voltaram a tocar soando de uma forma mágica.

Sentiu-se levitar e transportou-se para a esfera aberta que amparava o tecto rasgado do salão e o adornava, entrou na alma mais perdida que encontrou e vagueou até alcançar um ventre em gestação.

Lembra-se que acordou amarrada a um cordão umbilical que acabou por ser quebrado. Lembra-se que chorou como choram os que nascem e, até ao despertar das lágrimas dos que ainda nada sentem, entrou num mundo desigual. Tentou recordar a outra vida, um passado intransponível que ainda lhe pertencia, mas não conseguiu. As imagens surgiam-lhe turvas e obscuras, tudo era vago e sombrio.

Afinal, quem fora ela para além de nada ou de ninguém? Cinza, restos de outras almas, fragmentos de uma vida que ninguém viu acontecer?

Nunca chegou a saber se esteve lá ou se existiu, naquele lugar sinistro e misterioso, apenas lhe veio à memória uma passagem ténue e enigmática. O que mais lhe transparecia era o levitar, aquele que sentiu, como num cenário de feitiços onde o corpo se sustém no espaço e nunca cai.

E tudo não passou de uma página em branco pincelada de negro aveludado, onde marcou as palavras e as imagens que compôs e se apagaram num tempo que nunca chegou a existir, num lugar sem morada assinalada.


 

(Texto fictício escrito para a Fábrica de Histórias)

por Leonor Teixeira, a Ametista

Um dia p'ra não esquecer

O dia da apresentação do livro

 

 

3 de Outubro de 2009, 10 da manhã.

 

Levantei-me, depois de um sono ansioso, sem saber muito bem a que planeta pertenço. Terra ou Marte?

Deambulei pela casa e senti o meu corpo tremer. É hoje. Olhei-me ao espelho e perguntei-me: É mesmo hoje? Meu Deus!

Olhei através da janela do quarto. O sol brilhava como num dia de Verão. O dia estava pura e simplesmente lindo.

Coragem, Leonor, coragem. Tu vais conseguir. Ouvia a voz de um anjo bem juntinho ao meu ombro que sussurrava: Calma...

O meu coração batia aceleradamente enquanto me preparava para agarrar o dia. Carpe Diem. Afinal, hoje é um dia especial e único na tua vida, miúda - disse-me o anjo.

Lembro-me que falei comigo mesma o tempo todo. Parecia um autêntico diálogo mas, afinal, quem estava ali era apenas e somente eu. Que belo monólogo, sem pés nem cabeça e sem espectadores.

Percorri a casa de trás para a frente e de frente para trás e no fim de me encontrar completamente preparada para sair, parei em frente à porta de entrada e enchi o peito de ar para depois o expirar, muito devagarinho. Ainda falta, pensei.

Mal tinha calçado os sapatos que tinha comprado de véspera e já começava a sentir uma ligeira dor nos pés. Tacão alto? Alto não, altíssimo! Nunca mais na vida. Não tarda, já não consigo andar. Agora tens de aguentar, Leonor.

Não me lembro de conduzir até casa da minha mãe. Foi como se o carro me levasse como que numa onda que rebenta velozmente.

 

 

3 de Outubro de 2009, 15 horas.

 

Tocou o telefone e atendi num ápice. Acho que gritei, não me lembro bem, e do outro lado soaram risos. A Helena da Autores Editora acabava de chegar à minha santa terrinha. Não se encontrava muito longe e, de tão querida que é, num instante encontrou o caminho para a casa da minha mãe. Demos um abraço há tanto esperado.

Apresentei-lhe a família, conversámos um pouco e tentou acalmar-me tal era o meu nervosismo.

Estávamos nós numa conversa animada e uma vez mais a Helena no seu melhor a ajudar-me a descontrair, o telefone voltou a tocar. Quem poderia ser? Não mais do que a Diana, minha querida amiga Maria das Quimeras e a Marta, a muito admirada Sonhandoaosquarenta, ambas perdidas no meio da cidade, quem sabe mais localizadas do que eu própria, muito mais perdida do que elas. Acho que a minha voz tremia enquanto tentava ensinar-lhes o caminho para a casa da minha mãe, mas atrapalhei-me toda e a minha irmã conseguiu salvar a situação (pensávamos nós). Esperámos por elas, mas escapou-se-lhes um pormenor importante e, depois de algum tempo de espera, já a Diana e a Marta se encontravam na direcção oposta e a caminho do local da festa.

Fomos ao seu encontro mas, às tantas, estávamos tão perto e não nos conseguíamos ver. Finalmente, lá nos avistámos e seguimos viagem em fila indiana até ao destino.

Parados os carros numa ladeira íngreme, fui ao encontro das minhas queridas amigas por entre braços abertos e um andar desengonçado.

Foi um momento bonito. Abraços, beijos e sorrisos.

 

 

3 de Outubro de 2009, 17 horas.

 

Encontrava-me ainda por detrás do balcão do bar a tirar uns cafezinhos para as convidadas especiais (a máquina fez um barulho esquisito e ainda pensei que íamos ficar sem café), quando começaram a aparecer alguns amigos e conhecidos, família e colegas de trabalho. Fui apanhada completamente desprevenida. Pensei que as pessoas começassem a  chegar um pouco mais tarde, mas foi puro engano meu. A surpresa foi grande e, ainda as manas andavam atarefadas a dar os últimos retoques no bar, já as pessoas começavam a instalar-se na esplanada. Acho que 'rosnei' a quem me ofereceu ajuda e quase me senti 'à beira de um ataque de nervos' antes de um discurso feito à base de agradecimentos e sem formalidades.

Queria estar em todo o lado. Com as amigas do blog, com a Gerente da Fábrica e com todos os que carinhosamente iam chegando. Mas impossível desdobrar-me e o tempo voou. Um bocadinho aqui, outro pedacinho ali e as palavras não me saíam, a não ser muito obrigada.

 

 

3 de Outubro de 2009, 20 horas.

 

Depois das pessoas começarem a dispersar permaneceu um grupo e, ao cair da noite, decidimos ir jantar a um restaurante que se encontrava ali perto. Deslocámo-nos até lá numa bela caminhada na mais perfeita harmonia.

Enquanto sentíamos o ar ameno de uma autêntica noite de Verão conversávamos, por entre sorrisos e gargalhadas, à porta do restaurante. Esperámos hora e meia, se não mais, para conseguirmos uma mesa vaga para doze pessoas. Juntaram-se as operárias da Fábrica e a sua Gerente. Falámos de nós e das inspirações, dos temas semanais, da produtividade e do atraso na entrega dos textos.

Foi um jantar divertido onde imperou a alegria e boa disposição, disparates saudáveis e bom humor, típico dos ribatejanos. Eu, refeita do estado de nervos, comecei a sentir-me meio 'abananada' e com pouca reacção.

Regressámos ao bar, aproveitámos o ar da noite e sentámo-nos em roda de uma mesa de amizade. Trocaram-se mails e endereços dos blogs, tiraram-se fotografias para recordar. Qual não foi o meu espanto quando se fez silêncio e começaram a cantar-me os parabéns. Esquecera-me por completo do dia que acabava de entrar e fiquei comovida com mais um gesto de carinho.

 

 

4 de Outubro de 2009, 1 da manhã.

 

Hora da despedida.

Saída do Ribatejo por parte de quem pertence à Estremadura. Demos abraços e beijos de despedida e o obrigada por tudo sempre presente. Ao vê-las partir, a saudade instalou-se de imediato.

Para quando um novo encontro? Talvez para breve...

 

 

P.S. E é que não foi mesmo? E como resultado do encontro, eu e a Marta começámos a fazer parte do blog No Estendal da Maria a convite da própria. Vão lá espreitar, vão!

É só rir!

por Leonor Teixeira, a Ametista

'Asas Perdidas' - o Livro que me fez Voar

Recuperei as Asas que perdi...

Alcancei a liberdade de Voar...

 

 

Sempre escrevi sentimentos de alma.

Asas Perdidas é o cantinho das minhas emoções transformado agora em livro, um sonho tornado realidade.

É um livro de poesia branca onde estão expressas divagações minhas. É um livro que fala, essencialmente, de amor.

Dedico este livro às mulheres da minha vida. Avó, mãe e irmãs. Sem o seu amor e apoio, não teria sido possível concretizar este sonho.

Quero agradecer do fundo do coração à querida Helena da Autores Editora a ajuda preciosa para a realização deste sonho. Sem ela, não teria conseguido alcançá-lo.

Por entre contactos frequentes para a edição do livro fomos criando, passo a passo, laços de afecto. Estou-lhe imensamente grata por tudo.

Um agradecimento muito especial a todos os amigos que acompanham o meu blog e me acarinham a cada dia.

Tenho de mencionar dois nomes que me deram uma força inigualável. A minha muito querida Ónix, irmã de sangue, de alma e coração e o meu muito querido amigo José que tem sido incansável nas palavras de apreço. Sem eles, não teria conseguido ir em busca deste sonho, ir à luta até ao fim.

 

A todos, a minha profunda gratidão.

por Leonor Teixeira, a Ametista

por: Leonor T, a Ametista

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comentários arrecadados

  • Ametista

    Oh Flor, obrigada. Deixas-me sempre palavras tão b...

  • DyDa/Flordeliz

    Já estive aqui .Li, e...Parti. Faltaram-me palavra...

  • Ametista

    Obrigada, Green Beijinhos

  • green.eyes

    As saudades que eu tinha dos teus textos …Beijinho...

  • Ametista

    Obrigada, Gaffe, pela visita. E sim, um sótão acon...

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