Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

The Voice Portugal com Tomás Adrião

Sempre segui o The Voice Portugal desde a sua estreia e, a cada ano, vibro intensamente ao ouvir grandes talentos e tenho sempre os meus favoritos. Adoro programas que dão a conhecer vozes fantásticas do nosso país.

Hoje, mais uma vez, acompanhei o The Voice e, apesar de dois dos meus concorrentes preferidos terem abandonado o programa através da votação do público, foi maravilhoso de ver.

Houve, no entanto e na minha opinião, uma prestação que se destacou das restantes e penso que não terá sido indiferente a ninguém atento ao concurso.

Tendo sido considerado um artista dos pés à cabeça por Tiago Pais Dias aquando da sua actuação, igualmente fenomenal, a semana passada com o tema A Gaivota do álbum Amália Hoje lançado pelo projecto pop português Hoje, só me apraz dizer que este rapaz transpira música. Para não falar do E depois do Adeus brilhantemente interpretado pelo nosso Paulo de Carvalho e não menos maravilhosamente por este miúdo, tão talentoso, no tira-teimas do programa.

Eis Tomás Adrião com Sol de Inverno da nossa grande Simone de Oliveira. Brutal. Este rapaz fez-me vibrar e chorar. De emoção.

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Para sempre Zé Pedro

Ze-Pedro-Xutos-770x410.jpg(imagem retirada de: google imagens)

 

A notícia chegou, inesperada, naquele último fim de tarde de Novembro. Ainda me sinto atordoada.

Não consigo imaginar Xutos & Pontapés sem Zé Pedro. Uma banda com uma grande essência, que sempre fez parte da minha vida e me trouxe longos momentos de música memoráveis. Fui a mais de uma dezena de concertos e vivi cada um deles com a mesma intensidade. Uma intensidade estonteante, porque cada concerto era sempre único e vibrante. E eu dançava, saltava e cantava. Cantava muito, até à rouquidão. No fim, saía de alma cheia. Eu e todos.

Não imagino Portugal sem Xutos. Nem Xutos sem Zé Pedro. Perdeu-se um talento de um homem bom. Fica o seu legado. E a memória do sorriso.

Grande tristeza. Para sempre Zé Pedro.

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Já não há palavras para tantas perdas

Quando um grande artista desaparece, nos deixa e parte sem aviso, eu fico assim... destroçada. Revejo o seu trabalho e a parte do qual me tocou mais fundo na alma. Mesmo sabendo que há músicas intemporais, existem aquelas que são menos comerciais mas tão ou mais soberbas. Por revolta à crueldade do destino e sua ironia, faço uma introspecção e chego à conclusão de que, para além da passagem que é esta vida, está um salto para o desconhecido que nos é imposto e/ou 'proposto' (sabemos lá nós).
Este senhor era grande, tal como todos os outros gigantes que nos deixaram..
E eis a nostalgia do momento... Unplugged 

 

 

28 de Dezembro de 2016

por Leonor Teixeira, a Ametista

R.I.P. Prince

rs-236765-prince.jpg

Estou triste. Hoje desapareceu um enorme artista, um talento gigante. O mundo da música perde um dos grandes ícones das últimas décadas.

Vai fazer falta, muita. Mas permanecerá aqui, até ao fim dos tempos. A juntar à sua poderosa voz e ao seu fascinante solar de guitarra, uma irreverência e extravagância admiráveis. Abismal presença em palco.

 

Purple Rain.

 

Esta é, foi e será até sempre a música da minha vida. Um dia escrevi mais ou menos assim:

A minha canção de amor? Não. Não é a minha canção de amor. É, sim, a música da minha vida. Não que me faça lembrar alguém. Porque não a ouvi com ninguém. Porque não a dancei com ninguém. Ouvi-a comigo mesma. Dancei-a comigo própria. Sozinha e no meio da multidão. Ora a olhar para o chão, ora a olhar para o céu. A música da minha vida? Sim. Porque me faz recordar tudo o que vivi. Porque me traz à memória o que me deixou saudade. Porque me faz vibrar. Fará sempre parte de mim. Da minha alma. Da minha pele. A melhor música de sempre. Intemporal. Envolvente. 

A voz. Admirável.

A melodia. Comovente.

A presença. Ondulante.

O solo de guitarra. Vibrante.

Façam silêncio e escutem. Apreciem. Sintam e dancem. Emocionem-se. Sonhem e voem.

 

Majestoso!

 

 Purple Rain

 

'I never meant to cause you any sorrow

I never meant to cause you any pain

I only wanted one time to see you laughing

I only want to see you laughing in the purple rain

 

purple rain

I only want to see you bathing

in the purple rain

 

I never wanted to be your weekend lover

I only wanted to be some kind of friend

baby I could never steal you from another

it's such a shame our friendship had to end

 

purple rain

I only want to see you underneath

the purple rain

 

honey, I know times are changing

it's time we all reach out for something new,

that means you too

you say you want a leader,

but you can't seem to make up your mind

I think you better close it

and let me guide you into the purple rain

 

purple rain

If you know what I'm singing about up here
Come on raise your hand

 

purple rain

I only want to see you

in the purple rain'

 

Prince - 1984

 

 

Obrigada pela magia, Prince. Descansa em paz, onde quer que estejas.

por Leonor Teixeira, a Ametista

Leonard Cohen

 

Fui ao concerto de Leonard Cohen no Pavilhão Atlântico no passado dia 7 de Outubro.

Confesso que estava apreensiva. Já me tinham dito que os concertos deste grande senhor eram fabulosos e de uma classe extrema.

Efectivamente imperou a delicadeza e uma sensibilidade inigualáveis.

Entrei agitada com a curiosidade que se despertou em mim. Saí de alma serena.

 

 

Sublime.

 

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Uma página em branco

422344-Kycb_2880x1800.jpg

(imagem retirada de: google imagens)
 

As notas de música estavam lá, escritas em pautas brancas, mas não se viam. Tudo lhe parecia oco e, ao mesmo tempo, tão cheio de cenários escurecidos pelo fim dos tempos.

As paredes eram de vidro e as prateleiras de cristal onde centenas de livros dormiam, ordenados no pó do esquecimento. A um canto do salão, um piano negro de cauda onde mãos sem dono tocavam para uma plateia de lugares vazios. Sobre as teclas, véus sem corpo faziam soar a música num murmúrio distante como que numa marcha fúnebre e, de pé, vultos sem contornos aplaudiam.

Os rostos não tinham expressão, eram insípidos, os olhos não viam e as bocas não falavam. Apenas gestos indecifráveis, dedos que tocavam os intervalos e passos que quebravam o silêncio, desfolhando páginas e páginas empalidecidas de livros adormecidos, tantos, sem letras nem palavras.

Os vultos iam saindo da sala sem tecto num alinhamento compassado e riam e sorriam em tom débil, de máscara posta, como que num baile carnavalesco.

Os acordes compostos ecoavam tilintantes e, ao fundo do salão, vislumbrava-se uma silhueta, apenas uma, envolta em folhas de papel em branco que iam caindo em marcha pelo chão, soltas pelas asas de um condor que esvoaçava na imensidão de um céu que não havia.

A silhueta procurou por todos os lados algo com que pudesse escrever mas não encontrou, queria deixar na memória dos que restassem tudo a que acabava de assistir. E quis tanto preencher as páginas vazias e construir uma história ou talvez um livro que, subitamente, ao tocar numa das folhas com avidez, sentiu um ardor que lhe rompia os dedos e viu que era tinta permanente.

E assim formou letras, desenhou palavras e não parou de escrever até se lhe ferirem as mãos. E continuou a esculpir cada imagem, cada gesto, cada detalhe, cada momento vivido naquela passagem desconhecida, mas tão soberbamente amena.

O tempo passou e ela ficou sentada no mesmo lugar, junto ao mesmo piano e à plateia de cadeiras vazias, perto dos livros esquecidos e envolvida em páginas sem enredo, onde palavras vãs se misturavam com imagens por decifrar.

E estava só, os vultos não se viam, os véus não existiam, não havia rostos nem mãos. Mas as pautas de música permaneciam sobre as teclas do piano, continuavam sem notas escritas, e os acordes voltaram a tocar soando de uma forma mágica.

Sentiu-se levitar e transportou-se para a esfera aberta que amparava o tecto rasgado do salão e o adornava, entrou na alma mais perdida que encontrou e vagueou até alcançar um ventre em gestação.

Lembra-se que acordou amarrada a um cordão umbilical que acabou por ser quebrado. Lembra-se que chorou como choram os que nascem e, até ao despertar das lágrimas dos que ainda nada sentem, entrou num mundo desigual. Tentou recordar a outra vida, um passado intransponível que ainda lhe pertencia, mas não conseguiu. As imagens surgiam-lhe turvas e obscuras, tudo era vago e sombrio.

Afinal, quem fora ela para além de nada ou de ninguém? Cinza, restos de outras almas, fragmentos de uma vida que ninguém viu acontecer?

Nunca chegou a saber se esteve lá ou se existiu, naquele lugar sinistro e misterioso, apenas lhe veio à memória uma passagem ténue e enigmática. O que mais lhe transparecia era o levitar, aquele que sentiu, como num cenário de feitiços onde o corpo se sustém no espaço e nunca cai.

E tudo não passou de uma página em branco pincelada de negro aveludado, onde marcou as palavras e as imagens que compôs e se apagaram num tempo que nunca chegou a existir, num lugar sem morada assinalada.


 

(Texto fictício escrito para a Fábrica de Histórias)

por Leonor Teixeira, a Ametista

Xutos & Pontapés

 

Hoje é o dia dos Xutos. 30 anos de uma carreira brilhante. Merecem uma homenagem em grande!

Magníficas actuações, fabulosos trabalhos ao longo de três décadas. Letras que expressam a realidade das nossas vidas, cada uma diferente da outra... os sentimentos... aqueles... os que existem na sua verdadeira essência...

Sempre genuínos os Xutos...

 

Eis o testemunho daquela que é, para mim, a melhor banda portuguesa de todos os tempos...

 

 

Fantástica... esta e todas...

 

Parabéns aos Xutos!

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

A Música da Minha Vida

Esta é, foi e será até sempre a música da minha vida...

A melhor canção de amor?

A minha canção de amor?

Não.

Não acho que seja a melhor canção de amor.

Também não é a minha canção de amor.

É, sim, a música da minha vida...

Não que me faça lembrar alguém.

Porque não a ouvi com ninguém.
Porque não a dancei com ninguém.

Mas porque me faz recordar tudo o que vivi.

E porque me traz à memória o que me deixou saudade.

Para mim, é a melhor música de todos os tempos...

Desde o início até ao fim.

 

A voz. Admirável.

A melodia. Comovente.

A presença. Ondulante.

O solo de guitarra. Vibrante.

 

Façam silêncio e escutem. Apreciem...

Sintam e dancem. Emocionem-se...

Sonhem e voem...

 

 

I never meant to cause you any sorrow

I never meant to cause you any pain

I only wanted one time to see you laughing

I only want to see you laughing in the purple rain

 

purple rain

I only want to see you bathing

in the purple rain

 

I never wanted to be your weekend lover

I only wanted to be some kind of friend

baby I could never steal you from another

it's such a shame our friendship had to end

 

purple rain

I only want to see you underneath

the purple rain

 

honey, I know times are changing

it's time we all reach out for something new,

that means you too

you say you want a leader,

but you can't seem to make up your mind

I think you better close it

and let me guide you into the purple rain

 

purple rain

If you know what I'm singing about up here
Come on raise your hand

 

purple rain

I only want to see you

in the purple rain

 

Prince

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Melhor Canção de Amor

A Equipa do Blogs do Sapo lançou um desafio que, por sinal, achei  altamente divertido.

Como cita a Equipa, eis as regras deste desafio: 'Elejam a vossa melhor canção de amor num post e atribuam-lhe depois a tag de 'melhor canção de amor'.

Mas acreditem que não foi fácil esta escolha porque, na minha opinião, há um leque de músicas que poderiam incluir-se nas melhores de sempre.

'She' não é a minha canção de amor, mas a que considero ser uma das melhores. 

Apesar de o original ser de Charles Aznavour, confesso que o Elvis Costello deixa qualquer eterno romântico incurável em silêncio.


 

Beijinhos à Equipa do Blogs do Sapo. É sempre muito bom participar neste tipo de desafios.

por Leonor Teixeira, a Ametista

por: Leonor T, a Ametista

img1514942427922(1).jpgo outro lado do sótão

queres entrar?

os meus livros queres comprar?

ametistaleonor

ametistaleonor

não copie ou altere; respeite os direitos de autor

índice.jpg

comentários arrecadados

  • Closet

    ohhh que nostalgia me deu hoje e encontro-te aqui ...

  • Ametista

    É verdade... e que 'velha guarda'. Era maravilhoso...

  • green.eyes

    Eu acho que 95% da "velha guarda" foi embora…Do no...

  • Ametista

    Ficava aqui para sempre, acreditas? Mas há amigos ...

  • green.eyes

    Já não aparecias a tanto tempo, que já pensava que...

esconderijos do sótão

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D

IMG_20151228_150612.JPG