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O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

O meu sótão é cor de rosa

Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. L.T.

Basta!

Basta, peço-te. Tenho urgência em libertar-me das memórias que te pertencem.

Sabes que só se vive uma vez em consciência plena e que um dia tudo se torna tardio e ilógico.

Parece-me, por vezes, que esqueço que a era da fantasia acabou e que é tempo de fechar o baú de todas as incertezas. Mas agora, finalmente, estou certa de que tudo não passou de uma ilusão sem limites.

Basta, grito-te agora. Porque já não importa apenas pedir-te. Basta deste tormento que me corroeu a alma. O coração, esse que arrancaste de mim, já não bate por ti (nem por ninguém). Deixei de te amar. Pura e simples(mente).

Podes ter roubado o meu coração, mas não conseguiste levar a minha alma.

Foste a pior história que me aconteceu.

por Leonor Teixeira, a Ametista

Do que gosto

Gosto de ouvir o tic tac do relógio de parede no silêncio dos fins de tarde. Gosto de olhar para os ponteiros e pensar que estou junto à torre Eiffel, de mãos dadas com um anjo.

Gosto da luz fosca do candeeiro de rua que entra suavemente, por entre cortinados de cetim, num quarto de hotel em Paris.

Gosto de ouvir a chuva bater nas pedras da calçada, de vê-la brilhar no asfalto, senti-la a cair-me no rosto. Gosto da neve que não vejo mas imagino, de tê-la nas minhas mãos e patinar numa pista de gelo.

Gosto. Gosto das coisas simples, muito mais do que gosto de ti, tanto que já não sei se te lembro, apenas sei que não te lembro como dantes.

Gosto de não saber se te lembro, mas gosto ainda mais de saber que em parte te esqueci.

Gosto de ver os ponteiros do relógio a andarem, significa que a vida não morreu. Mas gosto de inventar que param num qualquer instante, sempre que o sol ou a lua entram no quarto onde durmo, seja em que lugar do mundo for.

Gosto de saber que te lembro pouco, muito pouco e pergunto-me se ainda sei do teu sorriso, porque do teu olhar apenas sei a cor.

Gosto do som do suspiro, aquele que vem do alívio de saber que já não estás no despertar que descubro e no adormecer que fantasio.

por Leonor Teixeira, a Ametista

Consegues ouvir-me? Já não espero por ti.

 

Consegues ouvir-me? Estou aqui, à tua espera, como um pássaro que baloiça na ânsia de um canto de voos leves.

Consegues ver-me? Estou aqui, no meio do tempo, à espera que o passar dos anos me faça chegar até ti.

Consegues sentir-me? Estou em todos os lugares, procuro-te onde não estás e danço no esconderijo onde guardámos os nossos sentidos.

Abro a janela do meu recanto de par em par, acendo um cigarro e contemplo a noite num silêncio.

O balançar das folhas nas árvores faz-me acreditar no que de tão imensamente belo as estrelas têm para me contar. É nelas que deixo o sinal da minha espera, segredo-lhes memórias, descrevo histórias, pincelo sonhos.

Acendo uma vela, a minha voz perde-se num eco mudo e eu choro o que não vivi.

Quero esquecer-te. Quero esquecer-te no cair das chuvas.

Aprisionas-me as palavras e eu?, deixo-as cair no abismo dos meses seguintes. Tanto que tenho para dizer-te, meu amor desamparado. São doces, as palavras, mas sufocam na angústia que carrego antes da minha luta pela liberdade. E eu esqueço-as, fogem-me da memória, como perco a lembrança de ti noutras estações.

Sim, quero esquecer-te. No regresso dos ventos e na revolta das marés.

Quero arrancar-te da minha pele, expulsar-te da minha alma com a força dos meus gritos que se soltam. E, ao lembrar-te, avisto um lugar em ruínas sem morada assinalada, sombrio e sem rumo, como os Outonos que vivi com a tua ausência. 

E esqueço-te.

Afasto de mim o teu fantasma e largo-te na estrada. É fria e cheia de nada, como a que percorri nos Invernos em que te amei. Lembras-te?

Pois, mas esqueço-te finalmente. Abandono-me de ti e, na partida, levo comigo a serenidade das Primaveras e o calor dos Verões que trago no corpo.

Estou de alma plena, vazia de ti, neste doce amanhecer de estrelas cadentes.

E já não espero por ti.

 

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Serás tu ou estarás lá?

 

Disseram-me que estás aqui.

Foi uma borboleta que me pediu para te procurar e para, depois de te encontrar, reinventar-te.

Estarás tu nas páginas dos meus livros de cabeceira, que folheio todas as noites antes de sonhar? Serás tu a alma do anjo que me adormece serenamente a cada madrugada? Estarás tu em cada canto desta casa, em cada quadro, em cada imagem, em cada luz? Estarás tu em cada nota de música que ponho a tocar ou serás a tinta a óleo dos pincéis que me fazem pintar todas as telas?

Serás tu cada folha, cada ramo de árvore que foco com doçura sempre que vou ao jardim fotografar? Estarás tu numa pétala de rosa ou serás uma outra flor, das mais belas que contemplo a cada fim de tarde e colho para enfeitar os meus cabelos?

Estarás tu no brilho das estrelas, todas as que olho a cada anoitecer ou serás o sol que nasce resplandecente a cada alvorada? Estarás tu nas gotas da chuva que cai em dias cinzentos ou serás uma das cores do arco-íris?

Serás tu o uivo de um lobo que chora na escuridão pela ânsia de correr nas florestas ou serás o canto de uma andorinha que chama por manhãs primaveris?

Se assim for, se estiveres em todos os lugares e fores todas as coisas que estão vivas e eu puder escolher, meu amor, quero procurar-te no mais alto das montanhas, encontrar-te nas asas de um pássaro e contigo reinventar as nossas almas.

 

 

por Leonor Teixeira, a Ametista

Primavera (II)

Encontrei-te na outra noite, trazias contigo aquele sorriso de criança e o olhar cândido que me fez prender a ti no mais inesquecível dia de Primavera. Não mudaste, continuas com esse teu ar de miúdo traquina, não consegui resistir a dizer-te que não envelheceste nem um pouco.

Ao olhar através do verde escuro dos teus olhos, vieram-me à lembrança recordações de nós, viajei nas melhores memórias que vivemos, embalei no tempo dos abraços e das mãos que se deram na mais bela história de um amor que não se repete.

Fomos felizes no tempo que foi nosso, arrecadámos para sempre as nossas horas que fizeram parar todos os relógios e nos deixaram ser nós mesmos. Deixámos guardadas na palma da mão as gotas da água cristalina dos rios derramados a nossos pés em fins de tarde primaveris e elas não escorreram por entre os dedos, lembras-te?

Ainda sinto na pele o aroma das marés que descobrimos, as correrias contra a demora nas areias, os passeios da sede de viver que saciámos no nosso deserto que, de ermo, se fez jardim.

Na outra noite revivi e renasci, atravessei o nosso mundo uma vez mais, encontrei-me ao encontrar-te a ti, abracei a árvore que plantámos numa soalheira manhã de fins de Abril e onde ficaram escritos, numa encosta, os nossos nomes. Nenhuma outra estação os abalou, nem os anos, nem o sol e a chuva os apagou, ainda sinto os beijos que nós demos e, no momento em que te lembro, consigo vê-los baloiçar sob os ramos.

Quis repetir o que ficou para trás, abri o baú das nossas vidas e dancei contigo na urgência de te ter, como também tu me quiseste no tempo das nossas madrugadas a florir. E foi tanto o quanto te quis que deixou de haver Verão, Outono e Inverno e escutei por entre lágrimas e sorrisos de saudade, como se fosse sempre Primavera, os solos de guitarra que só tu sabes tocar.

Fui buscar os segredos que ficaram presos à raiz da nossa história, percorri as viagens que fizemos de aventura às costas, passei nas estações de comboio onde parámos de corpos a cheirar a liberdade, sustive-me nos lugares onde ficámos perdidos na nossa essência de amar.

E ondulei na pele do teu rosto, senti os teus lábios nos meus cabelos, a nossa respiração tocou-se por entre a luz e a sombra das noites e fomos nós. Recebi das tuas mãos um cravo branco, reacendeu-se o palpitar dos nossos corações vindo da mais colorida estação, outrora confidente do mais sublime dos romances, e voltei a amar-te como nunca mais amei ninguém.

E eu quis que o tempo fosse todo nosso, quis tanto que parasse ao murmúrio da nossa voz e ao eco do silêncio dos sorrisos que são só meus e teus e quis, avidamente, que o mundo se calasse ao nosso abraço no mais doce amanhecer primaveril.

 

 

(Texto escrito em 13 de Dezembro de 2010, agora alterado e adaptado para a Fábrica de Histórias)

por Leonor Teixeira, a Ametista

Alma Gémea

Desperto de um passado adormecido, sinto na pele um arrepio que se aproxima de mansinho e bate na minha alma docemente. Volto a fechar os olhos, vejo-te a ti e a mim e o nosso mundo ergue-se dos anos perdidos que caíram e renasce.

Vi-te chegar no regresso dos ventos por entre as folhas espalhadas pelo chão, trazidas por um Outono prestes a morrer. Os ramos das árvores tocavam o solo, lembro-me que disseste o quanto gostavas do cheiro a terra molhada e esboçaste um sorriso genuíno, aquele que dá vida ao fim de todas as coisas. Colheste a flor de laranjeira germinada no interior da tulipa vermelha que cultivámos na nossa última Primavera e enfeitaste o meu cabelo no gesto mais ternurento que alguma vez senti.

Vindas de outras estações esvoaçaram borboletas em torno de nós, pousaram nas tuas mãos devagarinho, nas tuas mãos, sim, que tremiam de saudade e foram ao encontro do meu rosto no mais belo resgate de um beijo. Amo-te, disseste, e escreveste essa palavra repetida no tronco da árvore mais robusta do bosque, desenhaste-a na sua raiz de uma forma magistral e sussurraste ao meu ouvido numa respiração suave: Fazemos parte deste bosque e esta é a nossa árvore.

Depois da chuva despontou o sol, era de um rubro tão intenso que mudou a estação e tornou-se Verão. E ali, longe do Inverno agreste que assombrava para lá do nosso bosque, alimentámo-nos dos frutos que brotaram das palavras que declamaste sob os galhos e do silêncio do poema que me ofereceste. Num abraço aquecemo-nos nas flores que desabrocharam fora de tempo, eram mais belas do que as do mês de Março. Acácias e amores-perfeitos, camélias e cravos, crisântemos e dálias, girassóis e orquídeas. Lembras-te?

E assim imortalizámos o nosso amor, transformámo-nos em pássaro, apenas num, levámos nas asas a semente de tudo o que foi nosso, a tulipa vermelha e a sua flor de laranjeira, e voámos em liberdade através dos tempos.

 

 

(Texto escrito em 18 de Dezembro de 2010, agora adaptado para a Fábrica de Histórias)

por Leonor Teixeira, a Ametista

I'm happy today

Hoje, disseste que me amavas.

Peguei no carro, percorri as ruas da cidade que me viu nascer numa condução serena, parei na avenida com cheiro a lilases e absorvi lentamente o seu perfume. Sentei-me num banco de jardim à beira rio, contemplei os patos que nadavam ao sabor das águas cintilantes pelos raios de um sol matinal e sorri com o encanto do momento.

Eu queria tecer palavras, as mais belas, mas não consegui soltar o meu imaginário que vagueou, frágil, pelo campo de flores por desabrochar. Os castanheiros balançaram nos passeios ao ver-me pular de alegria, acho que sentiram o pulsar desordenado dos meus sentidos e o bater frenético do meu coração.

Descalcei-me, mergulhei os pés na espuma fria que corria nos degraus junto à pérgula, baloicei nas sensações do que te sinto e refresquei a alma, enquanto nenúfares brancos e encarnados dançavam no riacho à mercê da corrente.

Depois, disse-te que esperava por ti.

por Leonor Teixeira, a Ametista

Palavras para uma imagem - Há sempre uma vela que se apaga

 

Ainda hoje gosto de mergulhar nos lençóis onde, naquele fim de tarde, os nossos corpos se enlaçaram. Ainda sinto as tuas mãos percorrerem o meu corpo na mais perfeita carícia, sinto que estás aqui a tocar nos meus cabelos. O teu olhar deixa-me assim, disseste. Perdi-me no murmúrio da tua voz, entreguei o meu corpo ao teu, envolvi-me em ti.

A noite veio de mansinho, lá fora a chuva caía sem perdão, escutámos o seu chorar que escorria pela janela do quarto e nos pedia para entrar. E o vento ria sem parar, soltava gargalhadas que vinham de norte e sul, nem as nuvens o conseguiram deter.

Pediste-me para acender uma vela com aroma a sândalo e âmbar. Eu disse-te que o amarelo é a cor dos sorrisos e peguei numa para atear as nossas almas. O fósforo dançava na minha mão trémula enquanto acendia uma das tantas velas que poisei no chão de faia.

Os lençóis de cetim cheiravam a baunilha, os nossos corpos renderam-se à essência doce que pairava dentro das quatro paredes que iam aquecendo devagar a cada sentido nosso que se revelava, por entre a suavidade da luz que nos rodeava.

O cenário era de um romance singular, sobre a cama bailavam pétalas de rosa, soltámos o que de mais místico havia em nós e na nossa entrega pedimos à vida que acabasse ali, onde mora o princípio do fim.

Tenho medo, disseste. Medo que o mundo pare de girar, medo de nunca mais te ver, de não voltar a tocar a tua pele.
Não tenhas, respondi e segurei o teu rosto com ternura nas minhas duas mãos. Um dia a minha mãe escreveu uma história que se chamava ‘juntos na morte’. Que importa a vida, se não podemos dar as mãos lá fora?

Olhámos para o céu através da vidraça, não havia lua e as estrelas tinham-se escondido nas nuvens mas vimos velas, muitas velas. Estavam por todo o lado, espalhadas pela estrada, nos passeios, nas ruas e nas vielas. Eram todas iguais, tingidas da cor que seca o sol.

Nem a chuva, nem o vento conseguiram apagar o seu ardor, a cidade ficou pincelada de amarelo dourado e as pessoas pararam no esplendor do momento. E tu acabaste por partir, em busca do calor dos atalhos.

Caiu serena a madrugada, senti-te do outro lado da cidade. Tocaram três badaladas no relógio da torre da igreja, acendi um cigarro na chama de uma vela esquecida e escrevi para ti. O vento deixou de soprar nas suas gargalhadas, um cão ladrou ao longe e uma cigarra chorou comigo pelo adeus que não me disseste. O meu imaginário vagueou pela varanda com vista sobre a cidade que dormia tranquila pelo fulgor das velas a arder.

Voltei para o vazio dos lençóis, ficaram com o teu cheiro marcado. Elevei-me num sono encantado onde inventei a fantasia que me embalou num cenário de cetim. Estás aqui, disse a mim mesma como que a chamar por ti, e uma concha formou-se no centro de uma cama por fazer. Fomos nós.
A chuva voltou a chorar em agonia, as suas lágrimas apagaram as velas, quase todas, apenas uma permaneceu resplandecente. Seria presságio de ti, de mim ou seria apenas um sinal teu?

Regressei à varanda envolvida num lençol, pétalas de rosa iam caindo por entre as velas espalhadas pelo chão. O aroma a sândalo e âmbar ficou marcado no quarto onde estivemos, penetrado em tudo o que tocámos. A vista sobre a cidade encandeou-me o rosto, o meu corpo oscilou pela perda do que não sei.

Adormeci na essência do que ficou de ti, mas estremeci ao acordar com a alvorada. Saí para a rua num susto e parei junto a uma vela ainda a arder, a única, de todas as que se formaram num manto cintilante que enfeitou os caminhos durante a noite. Ouvi vozes e aproximei-me das gentes que gemiam de aflição. Disseram-me que tinhas morrido.

Corri desnorteada num lamento até onde a chuva e o vento me levaram, não sei a que lugar, parei e gritei:
Há um Outono a morar na minha alma. Reacendam a vela que se extinguiu, para que volte a Primavera.


 

(Texto fictício escrito para a Fábrica de Histórias)

por Leonor Teixeira, a Ametista

O nosso bosque

 

 

Desperto de um passado adormecido, sinto na pele um arrepio que se aproxima de mansinho e bate na minha alma docemente. Volto a fechar os olhos, vejo-te a ti e a mim e o nosso mundo ergue-se dos anos perdidos que caíram e renasce.

Vi-te chegar no regresso dos ventos por entre as folhas espalhadas pelo chão, trazidas por um Outono prestes a morrer. Os ramos das árvores tocavam o solo, lembro-me que disseste o quanto gostavas do cheiro a terra molhada e esboçaste um sorriso genuíno, aquele que dá vida ao fim de todas as coisas. Colheste a flor de laranjeira germinada no interior da tulipa vermelha que cultivámos na nossa última Primavera e enfeitaste o meu cabelo no gesto mais ternurento que alguma vez senti.

Vindas de outras estações esvoaçaram borboletas em torno de nós, pousaram nas tuas mãos devagarinho, nas tuas mãos, sim, que tremiam de saudade e foram ao encontro do meu rosto no mais belo resgate de um beijo. Amo-te, disseste, e escreveste essa palavra repetida no tronco da árvore mais robusta do bosque, desenhaste-a na sua raiz de uma forma magistral e sussurraste ao meu ouvido numa respiração suave: Fazemos parte deste bosque e esta é a nossa árvore.

Depois da chuva despontou o sol, era de um rubro tão intenso que mudou a estação e tornou-se Verão. E ali, longe do Inverno agreste que assombrava para lá do nosso bosque, alimentámo-nos dos frutos que brotaram das palavras que declamaste sob os galhos e do silêncio do poema que me ofereceste. Num abraço aquecemo-nos nas flores que desabrocharam fora de tempo, eram mais belas do que as do mês de Março. Acácias e amores-perfeitos, camélias e cravos, crisântemos e dálias, girassóis e orquídeas. Lembras-te?

E assim imortalizámos o nosso amor, transformámo-nos em pássaro, apenas num, levámos nas asas a semente de tudo o que foi nosso, a tulipa e a sua flor de laranjeira, e voámos em liberdade através dos tempos.

 

 


 

Imagem retirada de: http://photobucket.com/

por Leonor Teixeira, a Ametista

por: Leonor T, a Ametista

img1514942427922(1).jpgo outro lado do sótão

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comentários arrecadados

  • Ametista

    Não adianta muito, porque há quem não respeite. E ...

  • Anónimo

    Tenho o livro " Asas perdidas " de sua autoria e g...

  • Ametista

    O que se consegue fazer hoje em dia...Beijinho

  • Happy

    O desenho é fantástico!

  • Ametista

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